terça-feira, 6 de abril de 2021

Volta ao blog nº 62537

Esse texto devia ter vindo antes do anterior. Cada volta aos textos é um texto novo de retorno. A esse texto se seguem umas duas ou três publicações, e depois mais uns meses (anos) de hiato. A questão é, por que voltar?

Esse período de distanciamento refletiu em prejuízo grande nas minhas formas normais de comunicação. Eu geralmente cultivo relações com aglomeração. O almoço da hora do trabalho, as idas no bar, reuniões na casa de alguém, sempre grupos de pessoas. Nos meios digitais também. Sempre fui um pouco averso a comunicação direta e um flooder de grupos.

A questão que está sempre presente é: quem se interessaria por esse assunto aleatório? Em que grupo vai ter um retorno positvo? Ou qualquer retorno? Se não tiver retorno, foi irrelevante e provavelmente só atrapalhou, e eu sou contra ficar atrapalhando as pessoas por nada.

Baseado nisso, alguns dos assuntos aleatórios parecem não caber em quaisquer grupos disponívels. Às vezes dá pra jogar um verde, mas provavelmente eu já enchi o grupo de conteúdo mais relevante.

Até aí era possível resolver com o Instagram, com cuidado pra não transformar os stories em um pontilhado Bastava jogar lá alguma coisa que geralmente aparecia alguém pra comentar. Com isso, o Instagram foi o lugar que eu mais mantive conversas diretas, sendo o mecanismo dos stories muito eficiente para gerar interações.

Apesar disso, pesando as influências do Instagram e Facebook, pendia pro negativo. Então encerrei as redes. E aproveitei a inércia pra fechar o Whatsapp também, abandonando trocentos grupos, vários já abandonados.

Mantive somente o Twitter de rede social. Continuo falando aleatoriedades lá, mas é outro tipo de interação. É mais público e com gente mais desconhecida. O foco fica em outros temas.

Então, com menos grupos pra floodar, sem saber com quem comentar coisas, sem a rede pra pescar interações aleatórias, a alternativa que eu encontrei foi ficar conversando sozinho com o blog pra não deixar os assuntos se perderem.

Agora é só tentar manter a prática.