Eu gosto de musculação. Algumas pessoas acham estranho. Várias dizem "quando crescer quero ser que nem tu que vai às 7 da manhã pra academia" quando na verdade não querem. É um negócio chato né? Pra mim não. Também não é nada extraordinário, somente um tempo pra começar o dia com o que me agrada.
Mas o tema do texto não é dizer como eu acho legal, e sim o porquê.
E o motivo é o foco. É o desafio de fazer direito. É entender o que está sendo trabalhado. O instante da repetição é equivalente àquele momento em que o olho desfoca do kart do Mario no 150cc e os dedos buscam a volta perfeita. Descobrir como isolar o músculo trabalhado é como entender a solução daquela equação de tensores de quarta ordem.
Tá, não chega a tanto. Mas o sentimento é esse mesmo.
Manter o foco no movimento e entender o que está sendo feito. E tem os bônus. A gamificação do aumento de carga, a facilidade de fazer outras coisas na vida, e até a aparência no espelho.
Claro que isso só dura uns 30 segundos, depois tem aquele minuto de tédio - e Twitter nos dias bons - pra descansar os músculos, e depois volta a diversão.
Mas é isso, é simples, eu gosto de fazer as coisas perfeitas, gosto de estudar, gosto de focar no movimento, gosto de trabalhar o corpo, e gosto de ter facilidade pra levantar as cargas da vida.
E desculpa as repetições pra aumentar o texto aí.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
sábado, 1 de setembro de 2018
Preguistreaming
Tema, essa thread:
Não sei se foi o tempo ou o luxo, mas as facilidades da vida contemporânea me dominam.
Lá na adolescência, quando abandonei minhas fantasias de autossuficiência (mentirá) e comecei a conviver em sociedade (masomeno), meus eixos de integração com os amigos eram música, emuladores, Magic, RPG e basquete com mendigos.
Era uma época complicada, mas nem tanto. Conexão discada, mas modem 56k. Disquete, mas de 1,44MiB. Magic com valor baseado em dólar, mas este estava cotado próximo de 1 pila. Época de ICQ, de IRC popular, a prévia do desastre com o lamentável (pois bem sucedido) MSN Messenger. Não tinha nem Orkut, muito menos Mob Wars no Facebook.
A pirataria era difícil, mas útil. Eu cuidava bem da coleção de mp3 e ROMs de SNES. Usei Kazaa, eMule, SoulSeek. Fora do P2P tinha os gerenciadores que permitiam parar um download e continuar na próxima semana. De início era um arquivo por vez, depois ia por álbuns. (Li alguma thread no Twitter sobre isso faz pouco, se achar de novo eu linko aqui). Era a noite - ou mais de uma - baixando algo.
A primeira centena de músicas foi emocionante, o milhar então... "ae, tenho 7k mp3 no meu HD" "CARALHO, TEM ALGUMA COISA QUE TU NÃO TEM??!!".
Uma vantagem da pirataria é que, apesar do trabalho de encontrar - o que significa procurar o arquivo e ele não ser falso/ter qualidade adequada - qualquer coisa estava ao alcance. Sempre teve um movimento contra, mas coisas como o Metallica processando o Napster só prejudicaram a pirataria pontualmente.
Minha playlist era vasta, tinha tudo o que eu queria ouvir e era aleatória o suficiente pra não me entediar. E pra pirataria quase serve a regra 34: se algo existe já foi pirateado.
Um dia veio a banda larga. Com ela, novas oportunidades de negócio. Começaram a surgir serviços com a facilidade da pirataria e a garantia de ter os arquivos verdadeiros e com qualidade.
Por muito tempo usei o last.fm pra explorar músicas e baixar fora dele (perfil ainda meio que ativo https://www.last.fm/user/srbode). Quando entrei no mestrado perdi um pouco a capacidade de usar minhas músicas no momento de necessidade e assinei o serviço. Dólar barato e era 3 por mês, além de ouvir só as minhas aleatoriedades, tava adequado. No final desse período bati as 28k de músicas no HD. E sim, ouvi todas.
Começar a trabalhar depois impôs mais dificuldades nisso, comecei a assinar serviços que davam mais controle sobre o que eu ouvia. Google Play, Spotify e Deezer foram os que usei, na sequência. Vastas bibliotecas de fácil acesso, sempre comigo com a praticidade da conexão 4G no celular.
Muito fácil.
Muito prático.
Eu tava no paraíso.
Ou nem tanto.
Desde o início da história tinha o problema de como remunerar os detentores do direito e os responsáveis pela distribuição. A pirataria aceita qualquer coisa. A distribuição legalizada depende de acordos e contratos. Como esses contratos dependem de quem faz e de prazo de validade, acabam ficando lacunas nas playlists. Faltam músicas, faltam álbuns, faltam artistas. Grandes e pequenos, famosos e desconhecidos. E quem está lançando seu som de forma independente pode ter até que pagar para colocar seu catálogo num desses serviço, e daí talvez ganhar alguma coisa. Ouvintes, porque de dinheiro parece que se paga muito pouco pela execução.
A consequência disso é a playlist incompleta. Meu velho HD tocado num canto enquanto monto enormes listas de exploração musicais. Alguns artistas, agora, só no YouTube, mas me recuso a ouvir música por lá. Além de não ser prático, se tiver na rua é um consumo proibitivo de banda.
Uma solução, não ideal, seria voltar aos downloads, ou rips dos CDs (melhores mas menos práticos). Um problema é o espaço em "disco", tenho um historico de celulares torrando os cartões SD extras. Outra solução seria voltar pro Google Play, que aceitava até uns 20k de uploads próprios, se eu não me engano. Além disso, tinha obras fora do catálogo da rádio que podiam ser compradas por fora. Os uploads seriam necessários, mas só a parte de ter álbuns fora do catálogo já ajuda.
Por sinal, quanto à remuneração dos artistas, gosto muito dos que conseguem fazer crowdfunding e liberam as obras nos serviços de streaming depois. Já participei de vários e alguns eu nem fui buscar o CD da recompensa porque a presença online já me bastava.
tava vendo agora que a era pré serviços de streaming, apesar das dificuldades, era a que dava mais liberdade de playlist— Pedro Scheffer (@pedrobode) August 26, 2018
era difícil, mas procurando nos lugares certos se encontravam altas obscuridades (sdds soulseek)
Não sei se foi o tempo ou o luxo, mas as facilidades da vida contemporânea me dominam.
Lá na adolescência, quando abandonei minhas fantasias de autossuficiência (mentirá) e comecei a conviver em sociedade (masomeno), meus eixos de integração com os amigos eram música, emuladores, Magic, RPG e basquete com mendigos.
Era uma época complicada, mas nem tanto. Conexão discada, mas modem 56k. Disquete, mas de 1,44MiB. Magic com valor baseado em dólar, mas este estava cotado próximo de 1 pila. Época de ICQ, de IRC popular, a prévia do desastre com o lamentável (pois bem sucedido) MSN Messenger. Não tinha nem Orkut, muito menos Mob Wars no Facebook.
A pirataria era difícil, mas útil. Eu cuidava bem da coleção de mp3 e ROMs de SNES. Usei Kazaa, eMule, SoulSeek. Fora do P2P tinha os gerenciadores que permitiam parar um download e continuar na próxima semana. De início era um arquivo por vez, depois ia por álbuns. (Li alguma thread no Twitter sobre isso faz pouco, se achar de novo eu linko aqui). Era a noite - ou mais de uma - baixando algo.
A primeira centena de músicas foi emocionante, o milhar então... "ae, tenho 7k mp3 no meu HD" "CARALHO, TEM ALGUMA COISA QUE TU NÃO TEM??!!".
Uma vantagem da pirataria é que, apesar do trabalho de encontrar - o que significa procurar o arquivo e ele não ser falso/ter qualidade adequada - qualquer coisa estava ao alcance. Sempre teve um movimento contra, mas coisas como o Metallica processando o Napster só prejudicaram a pirataria pontualmente.
Minha playlist era vasta, tinha tudo o que eu queria ouvir e era aleatória o suficiente pra não me entediar. E pra pirataria quase serve a regra 34: se algo existe já foi pirateado.
Um dia veio a banda larga. Com ela, novas oportunidades de negócio. Começaram a surgir serviços com a facilidade da pirataria e a garantia de ter os arquivos verdadeiros e com qualidade.
Por muito tempo usei o last.fm pra explorar músicas e baixar fora dele (perfil ainda meio que ativo https://www.last.fm/user/srbode). Quando entrei no mestrado perdi um pouco a capacidade de usar minhas músicas no momento de necessidade e assinei o serviço. Dólar barato e era 3 por mês, além de ouvir só as minhas aleatoriedades, tava adequado. No final desse período bati as 28k de músicas no HD. E sim, ouvi todas.
Começar a trabalhar depois impôs mais dificuldades nisso, comecei a assinar serviços que davam mais controle sobre o que eu ouvia. Google Play, Spotify e Deezer foram os que usei, na sequência. Vastas bibliotecas de fácil acesso, sempre comigo com a praticidade da conexão 4G no celular.
Muito fácil.
Muito prático.
Eu tava no paraíso.
Ou nem tanto.
Desde o início da história tinha o problema de como remunerar os detentores do direito e os responsáveis pela distribuição. A pirataria aceita qualquer coisa. A distribuição legalizada depende de acordos e contratos. Como esses contratos dependem de quem faz e de prazo de validade, acabam ficando lacunas nas playlists. Faltam músicas, faltam álbuns, faltam artistas. Grandes e pequenos, famosos e desconhecidos. E quem está lançando seu som de forma independente pode ter até que pagar para colocar seu catálogo num desses serviço, e daí talvez ganhar alguma coisa. Ouvintes, porque de dinheiro parece que se paga muito pouco pela execução.
A consequência disso é a playlist incompleta. Meu velho HD tocado num canto enquanto monto enormes listas de exploração musicais. Alguns artistas, agora, só no YouTube, mas me recuso a ouvir música por lá. Além de não ser prático, se tiver na rua é um consumo proibitivo de banda.
Uma solução, não ideal, seria voltar aos downloads, ou rips dos CDs (melhores mas menos práticos). Um problema é o espaço em "disco", tenho um historico de celulares torrando os cartões SD extras. Outra solução seria voltar pro Google Play, que aceitava até uns 20k de uploads próprios, se eu não me engano. Além disso, tinha obras fora do catálogo da rádio que podiam ser compradas por fora. Os uploads seriam necessários, mas só a parte de ter álbuns fora do catálogo já ajuda.
Por sinal, quanto à remuneração dos artistas, gosto muito dos que conseguem fazer crowdfunding e liberam as obras nos serviços de streaming depois. Já participei de vários e alguns eu nem fui buscar o CD da recompensa porque a presença online já me bastava.
Bolo de Cenoura I
Não abatumou hoje!
Fica a receita pra eu não perder de novo - quase tudo pesado na balança que comprei pra pesar café.
Não untei a fôrma de silicone - mas devia. Com o forno pré-aquecido a 180°C, coloquei a fôrma de silicone por cima da uma fôrma de pizza, já que essa de silicone não tem uma forma muito estável. Tirei depois de uns 45~50 min - me perdi no meio porque tava fazendo uma manutenção da bicicleta.
Esperei o bolo esfriar para desenformar, só fiquei em dúvida de qual o lado certo.
Pra cobertura, juntei o açúcar, chocolate e manteiga e tentei fazer tudo junto. Ficou muito seco (de repente com um achocolatado com açúcar teria dado certo). Tentei tocar uma água, não ajudou muito. Continuava seco e em pedaços. Coloquei leite e começou a ficar consistente e mais líquido. Ainda assim ficou um tanto consistente, a cobertura estava mole mas bem coesa, fiquei com medo de ter caramelizado demais e ficar uma bala nos dentes.
De sabor, essa cobertura ficou além de um chocolate meio amargo. Pode decepcionar quem espera muito açúcar. Para usar chocolate 100% cacau tem que reduzir ainda mais a proporção para o açúcar. Talvez seja bom colocar mais manteiga também.
Muito denso e um pouco seco. Talvez deva colocar ainda menos cenouras na próxima.
Fica a receita pra eu não perder de novo - quase tudo pesado na balança que comprei pra pesar café.
Bolo
| Ovos | 221 g (4 un.) |
| Cenoura | 252 g |
| Óleo | 215 g |
| Açúcar | 230 g |
| Farinha | 218 g |
| Sal | 1 pitada |
| Fermento | 2 colheres de chá |
Cobertura
| Açúcar | 99 g |
| Chocolate (100% cacau) | 60 g |
| Manteiga sem sal | 34 g |
| Leite | 89 g |
| Água | pouco, não contei |
Execução
Comecei o bolo separando os ovos e ralando as cenouras. Coloquei com o óleo, o açúcar e o sal no liquidificador. Depois de homogeneizado juntei a farinha, bati, fermento, bati de novo.Não untei a fôrma de silicone - mas devia. Com o forno pré-aquecido a 180°C, coloquei a fôrma de silicone por cima da uma fôrma de pizza, já que essa de silicone não tem uma forma muito estável. Tirei depois de uns 45~50 min - me perdi no meio porque tava fazendo uma manutenção da bicicleta.
Esperei o bolo esfriar para desenformar, só fiquei em dúvida de qual o lado certo.
Pra cobertura, juntei o açúcar, chocolate e manteiga e tentei fazer tudo junto. Ficou muito seco (de repente com um achocolatado com açúcar teria dado certo). Tentei tocar uma água, não ajudou muito. Continuava seco e em pedaços. Coloquei leite e começou a ficar consistente e mais líquido. Ainda assim ficou um tanto consistente, a cobertura estava mole mas bem coesa, fiquei com medo de ter caramelizado demais e ficar uma bala nos dentes.
De sabor, essa cobertura ficou além de um chocolate meio amargo. Pode decepcionar quem espera muito açúcar. Para usar chocolate 100% cacau tem que reduzir ainda mais a proporção para o açúcar. Talvez seja bom colocar mais manteiga também.
Review
Muito denso e um pouco seco. Talvez deva colocar ainda menos cenouras na próxima.
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Monte de bosta
Uns tempos atrás eu andava bem desanimado. Estava naquele ciclo de não fazer nada e não acontecer nada de bom porque eu não fazia nada. Era um sentimento geral, mas o foco das minhas atenções ficou no trabalho. Afinal, um local onde se fica quase o dobro do que se dorme parece muito relevante. O ciclo de desânimo prosseguia com aquele pensamento "preciso me qualificar pra pular daqui" naufragado no mar da falta de vontade.
Menos tempo atrás troquei de unidade. A ideia era mudar a metodologia de trabalho, junto com o ambiente. Isso inclui uma maior abertura à atualização nas tecnologias (importante lembrar que se ñao tiver impacto positivo, não é relevante).
Entrei de cabeça na ideia, empolgado por melhorar o que me parecia ruim. Esbarrei nuns contratempos. Vários. Comecei a tomar umas decisões que atrapalharam o grupo. "Segura aí pessoal, achei um problema no que eu fiz". De vez em quando não tem problema, mas o sentimento é que isso se manteve por semanas. Duas, pra ser mais preciso.
Junto a isso, me ofereci a dar algum suporte pra quem estava tendo problemas de ambiente. Coisas que eu não conhecia nem nunca havia mexido. No final, acabei acumulando problemas pendentes, não resolvi nada e ficou aquela ideia "isso aqui é uma bosta e vou voltar ao que tava".
Quando saiu todo mundo do trabalho consegui pelo menos acertar meu ambiente e meu fluxo de trabalho. Ficou bom, melhor que antes, mas faltou investigação de alternativas pros colegas que eu praticamente obriguei a adotarem a mudança. Por outro lado, uma falha minha é ficar uma eternidade planejando antes de colocar o plano em ação, então estava tentando passar por cima disso também.
No final, eu facilitei as coisas pra mim, apesar de ter passado e dado trabalho. Mas fica o questionamento se não fui teimoso e apressado demais. Ou pior ainda, se no final não acabei atropelando o time pra fins pessoais. Ainda pior, a possibilidade é forte de ter prejudicado relações pessoais nesse período.
Mas amanhã é outro dia e a ideia é não repetir os erros. De novo.
Menos tempo atrás troquei de unidade. A ideia era mudar a metodologia de trabalho, junto com o ambiente. Isso inclui uma maior abertura à atualização nas tecnologias (importante lembrar que se ñao tiver impacto positivo, não é relevante).
Entrei de cabeça na ideia, empolgado por melhorar o que me parecia ruim. Esbarrei nuns contratempos. Vários. Comecei a tomar umas decisões que atrapalharam o grupo. "Segura aí pessoal, achei um problema no que eu fiz". De vez em quando não tem problema, mas o sentimento é que isso se manteve por semanas. Duas, pra ser mais preciso.
Junto a isso, me ofereci a dar algum suporte pra quem estava tendo problemas de ambiente. Coisas que eu não conhecia nem nunca havia mexido. No final, acabei acumulando problemas pendentes, não resolvi nada e ficou aquela ideia "isso aqui é uma bosta e vou voltar ao que tava".
Quando saiu todo mundo do trabalho consegui pelo menos acertar meu ambiente e meu fluxo de trabalho. Ficou bom, melhor que antes, mas faltou investigação de alternativas pros colegas que eu praticamente obriguei a adotarem a mudança. Por outro lado, uma falha minha é ficar uma eternidade planejando antes de colocar o plano em ação, então estava tentando passar por cima disso também.
No final, eu facilitei as coisas pra mim, apesar de ter passado e dado trabalho. Mas fica o questionamento se não fui teimoso e apressado demais. Ou pior ainda, se no final não acabei atropelando o time pra fins pessoais. Ainda pior, a possibilidade é forte de ter prejudicado relações pessoais nesse período.
Mas amanhã é outro dia e a ideia é não repetir os erros. De novo.
terça-feira, 5 de junho de 2018
O Motorista Intransigente
As bicicletas de aluguel se tornaram meu meio de transporte preferencial desde que comecei a usar. Ao contrário da versão anterior são razoalvemente boas e confortáveis - pelo menos mais confortáveis pro transporte curto que meu banco atual. Nem sempre dá, a parada mais próxima fica a 2 quadras de casa e pode haver limitação de bicicletas disponíveis na origem e vagas disponíveis no destino.
Então, num dia em que errei a previsão de todos os horários - e, incrivelmente, não me atrasei em nenhum evento - chamei um aplicativo. O plano era pegar a bicicleta, mas tinha somente 15 minutos e aparentemente o destino estava lotado, ou seja, factível mas arriscado.
Fiz a chamada na saída do banho, antes de me vestir, pra ter certeza que o carro demoraria o mínimo possível. Saí do prédio e o motorista chegou, até agora plano dava certo. O destino era numa esquina. Comentei com o motorista "essa volta na quadra não é pra dar porque a entrada é bem na esquina da rua". Pelo aplicativo de mapa as ruas da volta desnecessária inclusive estavam engarrafadas e eu comentei alegremente. Melhor seria dizer eufórico, naquela euforia ansiosa de quem se admira com o 20 no dado com 1 de HP.
O motorista assentiu. "É em tal rua né?". "Sim, é nessa esquina, segue reto até lá". Chegando umas quadras antes: "já é nessa esquina aqui né?". Aí já achei que ele ia ignorar completamente a conversa e seguir o GPS. Não tinha problema, assim que ele saísse da rua eu desceria. Confirmei a rota com ele, mais umas quadras e eu desceria na esquina, ele não parou no (primeiro) lugar errado, tudo ok.
Daí ele decide dar a volta na quadra no final. "Cara, era pra seguir reto, me larga aqui na esquina que eu vou a pé na próxima quadra." "Não tem problema, eu dou a volta na quadra e te deixo bem no local, não está engarrafado lá." "Tchê, é bem na esquina, não faz a menor diferença na saída essa volta, mas eu estou atrasado e tu vai andar 2 quadras a mais.".
O motorista não parou pra eu sair. SE FUDEEEEEEE. Ele justificou que daí não precisaria seguir reto na rua em que estávamos. Primeira nota não máxima que dei no aplicativo. Não custava pra ele me deixar na primeira esquina e ele ainda poderia pegar uma rua antes.
Depois de passar a hora e meia do filme putaço, refleti, enquanto caminhava para casa. Caminhava pois não estava disposto a aturar um desconhecido, agora que a confiança no aplicativo já tinha baixado de 100%.
Apesar do desagrado, essa corrida foi um reflexo do que eu andei feito esse ano, só que sem eu na direção. Formula um plano. Segue o plano. Vê que vai dar errado. Não para com o plano. No final até não dá tão errado (o filme não começou pontualmente), mas também não dá certo, e gera um bocado de estresse. Devido a esse comportamento já acharam que eu fosse conservador - quem me acompanha jamais pensaria isso mas a ideia veio em um contexto peculiar.
Talvez até o motorista não tivesse feito de propósito e só tenha arranjado uma desculpa pra esse lapso. Manjo disso. Já fiz muito e tento evitar, já que eu acho que reconhecer o erro, e não justificar, é o primeiro passo pra não repetir. Os outros eu não faço ideia mas alguma coisa certa eu tô fazendo, de vez em quando, eu acho.
Então, num dia em que errei a previsão de todos os horários - e, incrivelmente, não me atrasei em nenhum evento - chamei um aplicativo. O plano era pegar a bicicleta, mas tinha somente 15 minutos e aparentemente o destino estava lotado, ou seja, factível mas arriscado.
Fiz a chamada na saída do banho, antes de me vestir, pra ter certeza que o carro demoraria o mínimo possível. Saí do prédio e o motorista chegou, até agora plano dava certo. O destino era numa esquina. Comentei com o motorista "essa volta na quadra não é pra dar porque a entrada é bem na esquina da rua". Pelo aplicativo de mapa as ruas da volta desnecessária inclusive estavam engarrafadas e eu comentei alegremente. Melhor seria dizer eufórico, naquela euforia ansiosa de quem se admira com o 20 no dado com 1 de HP.
O motorista assentiu. "É em tal rua né?". "Sim, é nessa esquina, segue reto até lá". Chegando umas quadras antes: "já é nessa esquina aqui né?". Aí já achei que ele ia ignorar completamente a conversa e seguir o GPS. Não tinha problema, assim que ele saísse da rua eu desceria. Confirmei a rota com ele, mais umas quadras e eu desceria na esquina, ele não parou no (primeiro) lugar errado, tudo ok.
Daí ele decide dar a volta na quadra no final. "Cara, era pra seguir reto, me larga aqui na esquina que eu vou a pé na próxima quadra." "Não tem problema, eu dou a volta na quadra e te deixo bem no local, não está engarrafado lá." "Tchê, é bem na esquina, não faz a menor diferença na saída essa volta, mas eu estou atrasado e tu vai andar 2 quadras a mais.".
O motorista não parou pra eu sair. SE FUDEEEEEEE. Ele justificou que daí não precisaria seguir reto na rua em que estávamos. Primeira nota não máxima que dei no aplicativo. Não custava pra ele me deixar na primeira esquina e ele ainda poderia pegar uma rua antes.
Depois de passar a hora e meia do filme putaço, refleti, enquanto caminhava para casa. Caminhava pois não estava disposto a aturar um desconhecido, agora que a confiança no aplicativo já tinha baixado de 100%.
Apesar do desagrado, essa corrida foi um reflexo do que eu andei feito esse ano, só que sem eu na direção. Formula um plano. Segue o plano. Vê que vai dar errado. Não para com o plano. No final até não dá tão errado (o filme não começou pontualmente), mas também não dá certo, e gera um bocado de estresse. Devido a esse comportamento já acharam que eu fosse conservador - quem me acompanha jamais pensaria isso mas a ideia veio em um contexto peculiar.
Talvez até o motorista não tivesse feito de propósito e só tenha arranjado uma desculpa pra esse lapso. Manjo disso. Já fiz muito e tento evitar, já que eu acho que reconhecer o erro, e não justificar, é o primeiro passo pra não repetir. Os outros eu não faço ideia mas alguma coisa certa eu tô fazendo, de vez em quando, eu acho.
sábado, 14 de abril de 2018
O Vaso
Recentemente eu me mudei de apartamento. Fiz ele todo planejado, o projeto estava maravilhoso. Quando ficou pronto, pelo menos na parte das obras, era exatamente aquilo que esperava. Porém, alguns itens só podem ser avaliados depois de usados.
Algumas coisas ficaram no apartamento do dono anterior: janelas, pia da cozinha, pia do banheiro, box e chuveiro - que me surpreendeu na facilidade pra trocar a resistência - e o vaso sanitário.
O vaso sanitário é um item que eu não esperava me preocupar. Geralmente não é ideal, mas também costuma ser razoavelmente funcional.
O que se espera num vaso?
Excluindo os problemas mais frequentes e simples do assento, sobra a limpeza do vaso. Dois pontos devem ser atendidos nesse critério, surgidos em ocasiões gástricas completamente distintas: na descarga, o vaso deve mandar até o mais robusto dos toletes embora e também deve eliminar todos os estilhaços de explosões anais.
Não estudei vasos pra entender esses problemas, mas observei alguns fluxos para observar casos de sucesso e fracasso em manter a limpeza.
O vaso autolimpante deve ter água passando por toda a superfície interna e deve conseguir arrancar a sujeira das paredes. Imagino se o projeto teria alguma relação com o cálculo de tensão trativa em projeto de esgotos (que precisam ser autolimpantes pois não dá pra ficar passando a vassourinha toda hora).
Daí fica uma questão extra, o mais importante vai ser a declividade do fluxo da água, ou será que vai ser a altura do reservatorio?
Como exemplo mais visual, observei as seguintes formas do escoamento:
E agora, será que essas constatações são suficientes pra fazer uma compra adequada?
Algumas coisas ficaram no apartamento do dono anterior: janelas, pia da cozinha, pia do banheiro, box e chuveiro - que me surpreendeu na facilidade pra trocar a resistência - e o vaso sanitário.
O vaso sanitário é um item que eu não esperava me preocupar. Geralmente não é ideal, mas também costuma ser razoavelmente funcional.
O que se espera num vaso?
- Assento limpo (mas isso é tarefa do usuário).
- Assento que não esfrie demais no inverno (fácil de resolver).
- Descarga que mande até o resultado do rodízio de pizza da noite anterior embora com tranquilidade.
- Que não respingue na bunda.
Excluindo os problemas mais frequentes e simples do assento, sobra a limpeza do vaso. Dois pontos devem ser atendidos nesse critério, surgidos em ocasiões gástricas completamente distintas: na descarga, o vaso deve mandar até o mais robusto dos toletes embora e também deve eliminar todos os estilhaços de explosões anais.
Não estudei vasos pra entender esses problemas, mas observei alguns fluxos para observar casos de sucesso e fracasso em manter a limpeza.
O vaso autolimpante deve ter água passando por toda a superfície interna e deve conseguir arrancar a sujeira das paredes. Imagino se o projeto teria alguma relação com o cálculo de tensão trativa em projeto de esgotos (que precisam ser autolimpantes pois não dá pra ficar passando a vassourinha toda hora).
Daí fica uma questão extra, o mais importante vai ser a declividade do fluxo da água, ou será que vai ser a altura do reservatorio?
Como exemplo mais visual, observei as seguintes formas do escoamento:
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E agora, será que essas constatações são suficientes pra fazer uma compra adequada?
quinta-feira, 5 de abril de 2018
Agenda Metal 2018
Segue aquela agenda de utilidade pública de shows de metal e assemelhados que eu vi marcados esse ano pra PoA e região.
12/04 - Sons of Apollo @ Opinião
21/04 - Blackoustic @ Sesc
29/04 - Thorhammerfest @ Embaixada do Rock (São Leopoldo)
... Månegarm, Blot, Armored Down
09/05 - Therion @ AMRIGS
18/05 - Vader @ Opinião
30/05 - Odin's Krieger Fest @ Preto Zé
... Faun, Metsatöll
09/06 - RS Pagan Fest @ Cine Theatro Ypiranga
... Cruachan, Tuatha de Danann
09/06 - Mayhem @ ARt & Tatoo Club
18/09 - Cannibal Corpse, Napalm Death @ Opinião
22/09 - Marduk @ Rock and Roll Sinuca Bar (Novo Hamburgo)
OBS: ano passado deu problema de conflito de data do Ghost e Rob Zombie com o Rhapsody que deixou o primeiro show vazio. Esse ano estão colidindo, por enquanto, RS Pagan Fest e Mayhem. Espero que os públicos sejam bem distintos. 👍
12/04 - Sons of Apollo @ Opinião
21/04 - Blackoustic @ Sesc
29/04 - Thorhammerfest @ Embaixada do Rock (São Leopoldo)
... Månegarm, Blot, Armored Down
09/05 - Therion @ AMRIGS
18/05 - Vader @ Opinião
30/05 - Odin's Krieger Fest @ Preto Zé
... Faun, Metsatöll
09/06 - RS Pagan Fest @ Cine Theatro Ypiranga
... Cruachan, Tuatha de Danann
09/06 - Mayhem @ ARt & Tatoo Club
18/09 - Cannibal Corpse, Napalm Death @ Opinião
22/09 - Marduk @ Rock and Roll Sinuca Bar (Novo Hamburgo)
OBS: ano passado deu problema de conflito de data do Ghost e Rob Zombie com o Rhapsody que deixou o primeiro show vazio. Esse ano estão colidindo, por enquanto, RS Pagan Fest e Mayhem. Espero que os públicos sejam bem distintos. 👍
Olá mundo
Olá, visitante.
Essa é a minha terceira incursão em blogs e espero manter a prática dessa vez. Fiz no blogger porque já usava nos anteriores, mas assim que tiver saco pretendo mudar para um sítio próprio.
o/
Essa é a minha terceira incursão em blogs e espero manter a prática dessa vez. Fiz no blogger porque já usava nos anteriores, mas assim que tiver saco pretendo mudar para um sítio próprio.
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