Uns tempos atrás eu andava bem desanimado. Estava naquele ciclo de não fazer nada e não acontecer nada de bom porque eu não fazia nada. Era um sentimento geral, mas o foco das minhas atenções ficou no trabalho. Afinal, um local onde se fica quase o dobro do que se dorme parece muito relevante. O ciclo de desânimo prosseguia com aquele pensamento "preciso me qualificar pra pular daqui" naufragado no mar da falta de vontade.
Menos tempo atrás troquei de unidade. A ideia era mudar a metodologia de trabalho, junto com o ambiente. Isso inclui uma maior abertura à atualização nas tecnologias (importante lembrar que se ñao tiver impacto positivo, não é relevante).
Entrei de cabeça na ideia, empolgado por melhorar o que me parecia ruim. Esbarrei nuns contratempos. Vários. Comecei a tomar umas decisões que atrapalharam o grupo. "Segura aí pessoal, achei um problema no que eu fiz". De vez em quando não tem problema, mas o sentimento é que isso se manteve por semanas. Duas, pra ser mais preciso.
Junto a isso, me ofereci a dar algum suporte pra quem estava tendo problemas de ambiente. Coisas que eu não conhecia nem nunca havia mexido. No final, acabei acumulando problemas pendentes, não resolvi nada e ficou aquela ideia "isso aqui é uma bosta e vou voltar ao que tava".
Quando saiu todo mundo do trabalho consegui pelo menos acertar meu ambiente e meu fluxo de trabalho. Ficou bom, melhor que antes, mas faltou investigação de alternativas pros colegas que eu praticamente obriguei a adotarem a mudança. Por outro lado, uma falha minha é ficar uma eternidade planejando antes de colocar o plano em ação, então estava tentando passar por cima disso também.
No final, eu facilitei as coisas pra mim, apesar de ter passado e dado trabalho. Mas fica o questionamento se não fui teimoso e apressado demais. Ou pior ainda, se no final não acabei atropelando o time pra fins pessoais. Ainda pior, a possibilidade é forte de ter prejudicado relações pessoais nesse período.
Mas amanhã é outro dia e a ideia é não repetir os erros. De novo.